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Acidente com 5 mortos em MG: empresa clandestina de ônibus vendia passagens pelo WhatsApp

Acidente de ônibus deixa mortos e feridos em MG A empresa responsável pelo ônibus que tombou na Serra de Francisco Sá, em Minas Gerais, na noite de quarta-f...

Acidente com 5 mortos em MG: empresa clandestina de ônibus vendia passagens pelo WhatsApp
Acidente com 5 mortos em MG: empresa clandestina de ônibus vendia passagens pelo WhatsApp (Foto: Reprodução)

Acidente de ônibus deixa mortos e feridos em MG A empresa responsável pelo ônibus que tombou na Serra de Francisco Sá, em Minas Gerais, na noite de quarta-feira (21), e deixou cinco mortos, comercializava passagens de forma clandestina por meio do WhatsApp. O veículo não tinha autorização para operar o transporte interestadual de passageiros, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O g1 apurou que a empresa oferecia viagens para Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Para a venda das passagens, eram divulgados quatro números de celular, dois com DDD de Alagoas e dois da Bahia. A empresa informava que o ônibus saía de Arapiraca (AL) e passava por Água Branca (AL), Paulo Afonso (BA), Feira de Santana (BA), Montes Claros (MG), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Rio do Sul (SC) e tinha como destino final São Joaquim (SC). Segundo a ANTT, o ônibus foi autuado cerca de 30 vezes entre 2025 e 2026. Entre as infrações registradas, 25 ocorreram por evasão de postos de pesagem. Outras cinco estão relacionadas ao transporte rodoviário de passageiros, incluindo irregularidades em equipamentos obrigatórios e a realização de transporte sem a devida autorização. A empresa oferecia viagens para diversos estados e divulgava números de celular de Alagoas e Bahia para venda de passagens. Divulgação/CBMMG LEIA TAMBÉM: Ônibus de acidente com cinco mortos em MG foi autuado 30 vezes em dois anos, diz ANTT Cinco pessoas morrem em tombamento de ônibus na BR-251 em MG Sobrevivente de acidente com ônibus relata falhas no veículo: 'Perdeu os freios' Falha nos freios pode ter causado acidente que deixou 5 mortos na BR-251, diz PRF O g1 procurou a Dinho Turismo, apontada como responsável pelo veículo. Em contato inicial, uma pessoa que preferiu não se identificar informou que a empresa está em contato com advogados e que deve se manifestar posteriormente sobre o caso. O que é preciso para realizar as viagens? De acordo com a ANTT, todas as empresas que desejam realizar transporte interestadual de passageiros devem estar habilitadas junto ao órgão, com cadastro ativo no Sistema de Habilitação de Transporte de Passageiros (SisHAB). Para o frete de pessoas, é obrigatório que o veículo tenha o Termo de Autorização de Fretamento (TAF), atenda às regras de segurança, seguro obrigatório e monitoramento (Monitriip), registre as viagens no Sistema de Autorização de Viagem (SISAUT), além de informar o roteiro da viagem e os dados dos passageiros e do veículo. Caso não respeite as determinações, os veículos não podem realizar nenhuma viagem comercial, seja regular ou fretada. O descumprimento é sujeito à multa e outras penalidades administrativas da ANTT. Mapa aponta local do acidente em Minas Gerais Arquivo Pessoal Nota da ANTT A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informa que o ônibus envolvido no acidente de trânsito ocorrido na noite de quarta-feira (21), na BR-251, no município de Francisco Sá (MG), não possuía autorização da Agência para a realização de transporte rodoviário interestadual de passageiros. Tanto o veículo quanto a empresa responsável não estão regulares junto à ANTT para a prestação desse tipo de serviço, o que caracteriza a operação como transporte clandestino. De acordo com os registros da fiscalização da Agência, o veículo foi autuado aproximadamente 30 vezes entre os anos de 2025 e 2026, sendo 25 autuações por evasão de postos de pesagem e cinco relacionadas ao transporte rodoviário, incluindo irregularidades em equipamentos obrigatórios e a realização de transporte sem a devida autorização. O veículo também foi apreendido em outubro de 2025, em decorrência das irregularidades constatadas à época. Veículo que partiu de Arapiraca-AL para Itapema-SC é clandestino. PRF/Reprodução A ANTT esclarece que, nos casos de transporte clandestino, as medidas cabíveis previstas em lei incluem ações de fiscalização, autuação e apreensão do veículo, conforme os instrumentos legais disponíveis. A ANTT reforça a importância de que os passageiros utilizem empresas e serviços devidamente autorizados, como forma de garantir maior segurança nas viagens interestaduais. Para descobrir se uma empresa ou veículo está irregular, recomenda entrar em contato pelo telefone 166.